Por que burlar testes é errado

Eu já disse no artigo “Testes: Da onde raios surgiu isso” dos cuidados que é necessário ter com os testes para que estes não sejam invalidados. Mas, neste artigo eu vou trazer outras situações que também são consideradas como uma “trapaça” desta ferramenta.

Por que eu decidi falar disso?

Como uma forma de me retratar, já que no mesmo artigo mencionado aconteceu de na edição colocarem uma imagem com a placa (apesar de bem apagada) do teste Rorcharch, e, já pra explicar o porquê não é permitido à vinculação deste tipo imagem.

Antes que você fale “mas é só eu colocar no Google que sai um monte de imagem e informações”, ou ainda “tem vários sites que explicam inclusive como burlar os testes” vamos esclarecer:

Ações erradas tem em todas as profissões e lugares, o caos na política que o diga, mas nós como profissionais devemos resguardar nossas ferramentas não é mesmo?

Além de tratarmos tudo de forma ética e o mais respeitosa possível, temos que cuidar do nosso material. Se quisermos ser respeitados e valorizados como profissionais, temos que valorizar e respeitar nossas ferramentas.

Então não alimente este tipo de informação na web e salve sua profissão!

Uma história real


Burlar testes é mais sério que vocês imaginam, e para isso vou contar uma história real para dimensionar vocês da nossa responsabilidade como profissionais.

Uma vez um sujeito, que vamos chamar de João, queria ser delegado. O mesmo graduou em direito e começou a estudar arduamente para passar no concurso para ser delegado.

A primeira vez que ele tentou, ele não passou na prova. Na segunda vez que ele tentou, ele passou na prova, mas foi reprovado na Avaliação Psicológica. E, na terceira vem aconteceu o mesmo, reprovado na Avaliação Psicológica.

Muito chateado com o resultado que recebeu, decidiu procurar um profissional para burlar os testes que eram usados na Avaliação. Assim, encontrou um picareta profissional que o fez, e assim, quando o João realizou pela quarta vez ele passou e se tornou delegado.

Não, ainda não acabou.

Porque o João começou a exercer a atividade de delegado, mas, como previsto na Avaliação Psicológica realizada de forma correta, o mesmo não estava preparado emocionalmente para isto.

Do decorrer de um ano na função, João desenvolveu Depressão, e, depois deste um ano já com o diagnóstico da doença teve que ser afastado do cargo.

Neste tempo ele teve que tomar remédios fortes, e, procurou um profissional (desta vez ético) para iniciar o processo de Psicoterapia, e desconstruir todo o mal que o ato de burlar os testes necessário para exercer a função de delegado exigia.

João depois de 3 anos de um trabalho profissional responsável conseguiu abandonar o cargo de delegado, estudou e passou para promotor. Sem burlar nada e por sua própria capacidade.

Percebem como é sério burlar testes? Como pode trazer consequências profundas?

O que é burlar testes?


Agora que estamos devidamente conscientizados dos danos que esta ação vamos conversar sobre o que é considerado o ato de burlar e não é.

É considerado como o ato de burlar testes, toda e qualquer ação que faça com que esta ferramenta seja invalidada. Não só durante o processo de Avaliação Psicológica, mas qualquer situação que trate desta ferramenta de forma inadequada.

É expor o teste fora do contexto de Avaliação Psicológica, como aconteceu com o teste Rorcharch no artigo. É informar como obter tão resultado em determinado teste, como no caso do João. É não dar as informações de forma correta e necessária.

Enfim, é tudo que vai alterar o resultado do teste de forma intencional ou não.

Percebam que burlar nem sempre é voluntário, mas pode ser involuntário pela falta de informações suficientes da ferramenta que está sendo utilizada.

Por isso, esteja sempre atento à escolha das ferramentas. Estude antes sobre elas e suas possibilidades e garanta para o examinando uma aplicação de testes de forma que o resultado seja válido. E, sempre que ver alguém ou algo (site por exemplo) que esteja burlando os testes, denuncie. Esta é uma forma de resguardar o nosso espaço como profissional.

Vamos garantir o uso ético das nossas ferramentas.

Espero que tenham gostado do artigo, e tenha esclarecido a importância das nossas ferramentas para a profissão e sociedade. Se você tem alguma dúvida, comentário, sugestão ou até mesmo uma história como do João, escreva aqui em baixo e vamos conversar a respeito.

Autor Tássia Garcia

Tássia Garcia

@tassiagarcia

Eu sou Tássia Garcia, psicóloga por formação e empreendedora por vocação. Aprendi estudando, errando e praticando que ser Psicóloga é muito mais que eu aprendi na graduação. Atualmente utilizo meus conhecimentos em avaliação psicológica, inovação profissional e a experiência como coach e consultora para auxiliar outros profissionais a se posicionarem no mercado, construir estratégias de marketing e terem maior reconhecimento.

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